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Mecanismos de lesão e diagnóstico da Síndrome do Trocanter Maior (STM).

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O texto de hoje será sobre mecanismos de lesão e diagnóstico da Síndrome do Trocanter Maior (STM).

Hoje temos alguns fatores de risco associados a STM como idade, gênero feminino, dor Banda Ílio Tibial ipsilateral, OA joelho, obesidade e dor lombar. Estudos demonstraram que 91,6% dos pacientes que apresentam Bursite Trocantérica também apresentam outras condições patológicas como as descritas anteriormente, esse é o motivo pelo qual o diagnóstico de Bursite Trocantérica mudou para STM.

O mecanismo de lesão mais comum são os microtraumatismos por uso repetitivo devido alterações biomecânicas (fraqueza muscular, encurtamento muscular e alteração de controle motor) mas não podemos esquecer dos traumas diretos, esses requerem mais atenção pois podem levar a um fratura devido uma fratura de estresse do colo do fêmur ou necrose avascular da cabeça do fêmur.
Diagnóstico:


Normalmente esses pacientes apresentam sintomas mais crônicos com dor na região do Trocanter Maior podendo irradiar pela face lateral da coxa (50% pacientes) e Glúteos, os sintomas são exacerbados quando deitados sobre o lado afetado, de pé por tempo prolongado, sentado de pernas cruzadas, subindo/descendo escadas, correndo dentre outras atividades.

A região de irradiação para a face lateral da coxa se confunde com o dermátomo de L4, então uma possível dor irradiada da lombar deve ser levada em consideração. O sinal do pulo (pressionar a região do Trocanter Maior e o paciente dá literalmente um pulo) é muito comum nesses pacientes assim como dor durante abdução resistida e teste de FABERE.

Não podemos esquecer que outras patologias podem levar a dores na mesma região então uma avaliação criteriosa se faz necessário, dentre essas patologias estão: OA quadril, necrose avascular cabeça fêmur, meralgia parestésica, radiculopatia lombar, disfunção sacoilíaca, síndrome facetária lombar, essas são as principais.